No âmbito da atividade “Entre Likes e Laços: A Psicologia do Uso da Tecnologia”, realizada em articulação com a professora Isabel Carneiro, da disciplina de Psicologia do 12.º ano, os alunos desenvolveram vários cartazes informativos que exploram a relação entre emoções, motivação, regulação emocional e comportamento no contexto digital. Esta iniciativa, dinamizada com a Biblioteca Escolar, convidou os estudantes a refletirem sobre o impacto psicológico das redes sociais e a promoverem um uso mais consciente da tecnologia.
Os trabalhos produzidos revelam uma compreensão profunda dos processos emocionais e das dinâmicas que surgem quando vivemos grande parte da nossa vida ligados online. Um dos temas centrais abordados foi a regulação emocional, entendida como a capacidade de reconhecer, ajustar e gerir as próprias emoções para tomar decisões mais ponderadas. Num ambiente digital em que os estímulos são constantes e intensos, esta competência torna‑se ainda mais importante, ajudando a evitar impulsos rápidos e a manter o equilíbrio interno.
Outro elemento destacado pelos alunos foi o papel das emoções no mundo digital. As redes sociais, os jogos online e outras plataformas despertam frequentemente emoções intensas, desde alegria e motivação até frustração ou ansiedade. A rapidez da informação e a tendência para nos compararmos com os outros amplificam estas emoções, levando muitas vezes a reações automáticas e pouco refletidas. Por isso, compreender como a emoção influencia as nossas ações online é essencial para um comportamento digital mais saudável.
No conjunto dos cartazes, os estudantes analisaram também a importância da relação entre emoção e razão, apoiando‑se em contributos de autores como António Damásio e Daniel Goleman. Os trabalhos mostram como emoção e razão atuam de forma interdependente: as emoções orientam a tomada de decisões rápidas, enquanto o pensamento racional ajuda a avaliar consequências. No mundo digital, onde a impulsividade pode ser estimulada por notificações constantes, equilibrar emoção e razão é fundamental para o bem‑estar.
Os alunos exploraram ainda estratégias práticas de controlo emocional, essenciais para reduzir o impacto negativo do uso excessivo da tecnologia. Entre as sugestões apresentadas destacam‑se: fazer pausas antes de responder a mensagens, definir limites de tempo, desligar notificações e praticar respiração consciente. Estes comportamentos simples ajudam a prevenir respostas impulsivas e promovem maior tranquilidade mental.
Uma parte dos trabalhos incidiu sobre aplicações de autocontrolo, que auxiliam na gestão do tempo de telemóvel e promovem o bem‑estar digital. Foram mencionadas ferramentas como Forest, StayFree ou Screen Time, úteis para quem procura reduzir distrações, melhorar a concentração e adotar um uso mais equilibrado dos dispositivos.
Outro tópico essencial foi o das pausas digitais e bem‑estar emocional. Os alunos explicam como desligar‑se temporariamente dos ecrãs pode diminuir a ansiedade e melhorar o foco, sobretudo quando estas pausas são associadas a rotinas saudáveis, como atividades ao ar livre, convívio presencial, desporto ou hábitos de sono regulares. Pequenos períodos de descanso tecnológico contribuem para reforçar relações reais e fortalecer o bem‑estar psicológico.
A atividade termina com uma reflexão clara: a tecnologia faz parte da vida moderna, mas exige equilíbrio. Regular emoções no contexto digital significa pensar antes de agir, reconhecer limites e desenvolver inteligência emocional. Ao combinar consciência emocional e pensamento crítico, os jovens podem construir uma relação mais saudável com os ambientes digitais e promover um maior bem‑estar no seu quotidiano.

