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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Dia Mundial da Alimentação - Sugestões de Leitura

  O Dia Mundial da Alimentação comemora-se a 16 de outubro!
 As Bibliotecas Escolares sugerem-te histórias divertidas onde podes aprender mais sobre alimentos saudáveis e saborosos.

  Hoje vamos conhecer a história A Ovelhinha que Veio Para o Jantar, de Steve Smallman. 
  Num dia muito frio, um lobo, velhinho e com muita fome, recebe inesperadamente a visita de uma ovelhinha. Mal olhou para ela, o lobo começou logo a planear um belo ensopado de borrego... Mas a ovelhinha só queria ser amiga dele! 
  O que vai acontecer?  
 
― Oh não! OUTRA VEZ sopa de legumes! ― queixou-se o lobo, que já era velhinho.
― Quem me dera ter uma ovelhinha aqui à mesa. Fazia já um belo ensopado de borrego!
Eis senão quando…
TRUZ!
TRUZ!
Quem batia à porta era uma linda ovelhinha!
― Posso entrar? ― perguntou ela.
― Claro, minha querida! A casa é tua! Vieste mesmo à hora do jantar ― disse o lobo que, para além de ser velhinho, também era muito matreiro…
 A ovelhinha estava cheia de frio.
― BRRRR! BRRRR! ― fazia ela a tremer.
― Mas que azar o meu! ― sussurrou o lobo. ― Logo me calhou uma ovelhinha congelada! Não gosto de comida assim!
Então, o lobo lembrou-se de pôr a ovelhinha ao pé da lareira para ela se aquecer e, todo apressado, foi procurar a sua receita preferida de ensopado de borrego.





Mnham mnham!... Já lhe crescia água na boca só de pensar no seu delicioso repasto.
Mas não era só o lobo que estava com fome. A barriga da ovelhinha também já estava a dar horas…
― Mas que azar o meu! ― pensou o lobo. ― Não posso comer uma ovelhinha toda esfomeada! Até me podia fazer mal ao estômago!
Então o lobo ofereceu à ovelhinha uma cenoura.
― Assim, já tenho borrego recheado!
A ovelhinha devorou a cenoura tão depressa que ficou com soluços.
HIC,HIC, HIC! ― fazia ela sem parar.
― Ai, ai! Que azar o meu! ― lamentou-se o lobo. ― Quem é que come uma ovelhinha cheia de soluços? Até pode ser contagioso!
O problema é que o lobo não percebia nada de soluços.
Como é que se acabava com eles?
― E se eu atirasse a ovelhinha ao ar?
HIC!
Mas não resultou.
― E se eu a virasse ao contrário?
HIC!
Mas não resultou.
― E se eu a abanasse de um lado para o outro?
Mas também não resultou.
Então o lobo pegou na ovelha ao colo e começou a dar-lhe palmadinhas nas costas com a sua pata enorme coberta de pêlos!
Os soluços da ovelhinha não tardaram a passar e ela adormeceu num instante, enroscada no pescoço do lobo.
O lobo, que já era velhinho, ficou muito embaraçado porque nunca tinha sido abraçado pelo seu futuro jantar. E como seria de esperar, a fome, afinal, já nem era tanta…
A ovelhinha ressonava baixinho encostada às orelhas do lobo.
― RRRROOONCHHH! RRRROOONCHHH! ― fazia ela.
― Que azar o meu! ― queixou-se o lobo. ― Como é que vou comer uma ovelha que está a ressonar?
O lobo sentou-se na cadeira de balouço ao pé da lareira, com a ovelhinha nos braços.
― Já nem me lembro da última vez que alguém me fez uns mimos! ― reconheceu o lobo.
Mas assim que o lobo começou a cheirar a ovelhinha, ficou deliciado com o seu perfume!
― OHHH! ― suspirou o lobo. ― Se eu a comesse depressa ela nem sequer dava por isso.
E quando o lobo se preparava para engolir a ovelhinha…
…ela acordou e deu-lhe um grande beijinho! CHUAC!
― NÃÃOOO! ― gritou ele. ― Isso não vale! Eu sou um lobo mau e tu és um ensopado!
― Um enlatado? ― perguntou a ovelhinha a sorrir.
E confessou: ― Eu sei lá o que é isso!
― Que é que eu faço à minha vida?! ― exclamou o lobo. ― Bom, vais mesmo ter de te ir embora!
Muito decidido, o lobo pôs a ovelhinha na rua, mas primeiro deu-lhe um agasalho.
― SOME-TE DAQUI!!! ― gritou. ― Se ficares, como-te e depois já não te podes arrepender.
E com um grande estrondo fechou a porta. BANG!
Lá fora, a noite era escura e fria. E a ovelhinha não parava de bater à porta.
― Oh, Loobo! Looobo? ― suplicava ela. ― Deixa-me entrar!

Mas o lobo, que já era velhinho, tapou as orelhas com as patas e pôs-se a cantar “LA, LA, LA, LA, LA, LA, LA!” até a ovelhinha se calar.
Finalmente, tudo estava em silêncio.
― Ainda bem que ela já se foi embora! ― suspirou o lobo aliviado. ― Aqui ela não estava em segurança. Um lobo velho e esfomeado como eu e sempre capaz do pior!
Mas pouco depois, o lobo começou a pensar na ovelhinha, sozinha e desamparada na escuridão da floresta.
― Talvez morra de frio….
― Talvez ela se perca…
― Talvez caia nas garras de um bicho…
― OH, NÃO! O QUE É QUE EU FUI FAZER? ― perguntou ele arrependido.
Sem querer perder tempo, o lobo pôs-se de pé e abriu a porta. Mas infelizmente não havia sinal da ovelhinha.
O lobo, que já era velhinho, correu aos berros pela floresta fora:
― Ovelhinha, ovelhinha, volta, não tenhas medo! Prometo que não te como!
Passado muito, muito tempo, o velho lobo, triste e encharcado, regressou sozinho à sua quinta. Estava mesmo desanimado.
Abriu a porta e, qual não foi o seu espanto, quando viu a ovelhinha ao pé da lareira!
― VOLTASTE! És mesmo tu? Não tens outro sítio para onde ir? ― perguntou o lobo muito eufórico.
E a ovelhinha abanou a cabeça, dizendo que não.
― Que… que… queres ficar aqui co… comigo? ― convidou o lobo a gaguejar.
A ovelhinha olhou para ele, olhos nos olhos.
― E tu prometes que não me comes? ― quis saber ela.
― NÃO! CLARO QUE NÃO! ― afirmou ele. Como e que eu podia comer uma ovelhinha que precisa de mim? Até podia ficar com o coração partido…
A ovelhinha sorriu e atirou-se para os braços do lobo, que já era velhinho.
― Estás com fome, enlatado? ― perguntou ele.
― Que tal uma sopinha de legumes?
Vitória , vitória, acabou-se a história!
A história de um jantar que resultou numa grande amizade!
Boas leituras!

domingo, 19 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia..."As Fadas Verdes"

As Fadas Verdes
de Matilde Rosa Araújo
il. Manuela Bacelar
Civilização Editora
4 edição
2010

Que o silêncio 
Verde
Da floresta
Não saiba nunca
O silêncio
Negro 
                                 Das cinzas
        


    Folhear, ler, ouvir, resolver enigmas sobre "As Fadas Verdes" em Catalivros
 

Leitura obrigatória para 3ºano no âmbito das Metas Curriculares de Português do 1ºciclo
Leitura recomendada pelo Plano Nacional de Leitura para o 5.º ano
         Fundo documental BE nº1 e BE nº2

terça-feira, 14 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia..."Poemas da Mentira e da Verdade"

Poemas da Mentira e da Verdade

de Luísa Ducla Soares 
il. Ana Cristina Inácio
Edição ou reimpressão:
Editor: Livros Horizonte
Páginas: 34


Tudo de pernas para o ar
Numa noite escura, escura,
o sol brilhava no céu.
Subi pela rua abaixo.
vestido de corpo ao léu.
Fui cair dentro de um poço
mais alto que a chaminé,
vi peixes a beber pão,
rãs a comerem café.
Construi a minha casa
com o telhado no chão
e a porta bem no cimo
para lá entrar de avião.
Na escola daquela terra
ensinavam trinta burros.
O professor aprendia 
a dar coices e dar zurros.


       "Os Poemas da Mentira e da Verdade são dois olhares simultâneos sobre a realidade. O da imaginação, da fantasia, do "nonsense" e o da seriedade, da objetividade, do espírito crítico. Num e noutro perpassa um humor muito característico da autora. Dedicados a crianças avessas à leitura e particularmente à poesia, este livro cativá-las-á pela irreverência, pelo jogo de palavras, pela cumplicidade com o mundo das crianças. Revela-se, na opinião de muitos professores, como um excelente recurso para os miúdos que não lêem."
                   Sinopse da contracapa

               Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 3º ano 
               Fundo documental BE nº1 (deslocados alguns exemplares para a BE nº2)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Saco das Mentiras - divulgação

O Saco de Mentiras

de Vergílio Alberto Vieira 



Edição/reimpressão: 1999

Páginas: 88

Editor: Editorial Caminho

ISBN: 9789722112536

Coleção: Livros do Dia e da Noite 
Plano Nacional de Leitura: Livro recomendado para o 3º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada - Grau de Dificuldade I. 
 

“Viveu em tempos numa aldeia pequenina e distante, um rapaz sonhador que desejava conhecer e tentar a sorte noutros lugares. E, assim pensou, melhor o fez. Despediu-se da família e dos amigos e, ao fim de muitos dias de viagem, acabou por encontrar um bonito palácio, construído num sítio tão alto que quase parecia tocar as nuvens. Ficou deliciado e desejou muito ficar a viver naquele lugar, tão diferente dos outros por onde tinha passado.”
 E assim começa este "Saco de mentiras" mas que mentiras guardará?
Sinopse contida na contracapa:
" Numa tarde de Outono, a velha carripana entrou, aos soluços, no Largo da vila com uma catrefa de garotos a pular à sua volta. Eu pensei: «Querem lá ver que estes pobres diabos são a famosa Companhia de robertos de que nos fala a avó!» Sem tirar nem pôr! A partir desse dia, ao adormecer, todas as sombras passaram a ser gente no teatrinho de fantoches dos meus sonhos, e a voz que, às escondidas, aqui e ali, se levantava, a ser a daquele Capitão-de-olho-de-vidro que fizera dos piratas valentes marinheiros. De mentiras se faz, às vezes, a mais pura verdade."