sexta-feira, 27 de março de 2026

Dependência Digital e Comportamentos Aditivos Digitais

No âmbito da atividade “Entre Likes e Laços: A Psicologia no Uso da Tecnologia”, desenvolvida em articulação com a professora Isabel Carneiro na disciplina de Psicologia de 12.º ano, os alunos analisaram os fenómenos da dependência digital e dos comportamentos aditivos relacionados com o uso de dispositivos e redes sociais.

O cartaz apresenta o conceito de dependência emocional, entendida como um padrão persistente de necessidade extrema de aprovação, validação e segurança por parte de terceiros. São também identificados vários sinais e comportamentos presentes na dependência emocional, como o desfoque das próprias necessidades, a verificação compulsiva de redes sociais, o uso excessivo de dispositivos eletrónicos e a comparação social.


 

Os trabalhos exploram ainda os comportamentos aditivos digitais, que surgem quando a internet assume um papel dominante na vida de uma pessoa, afetando a capacidade de funcionar de forma equilibrada no quotidiano. A incapacidade de estabelecer uma rotina saudável contribui para o aumento da ansiedade e dificulta o controlo do tempo passado online.

O cartaz identifica diversas emoções associadas à necessidade de ligação constante, entre elas: ansiedade, medo de perder algo, solidão, insegurança, esgotamento emocional e Burnout digital. Estes estados emocionais podem intensificar o uso das redes sociais, criando um ciclo de stress, irritabilidade e cansaço mental.

É também apresentado um caso prático, que mostra como a facilidade de acesso à informação e às redes sociais pode levar a um “consumo descontrolado” de conteúdos. Este excesso desencadeia sobrecarga emocional, fragiliza a gestão das emoções e expõe o indivíduo a estímulos constantes.

Por fim, os alunos destacam a importância da inteligência emocional e da autorregulação. O cartaz explica que a capacidade de identificar e controlar emoções ajuda a gerir situações de impulsividade e a desenvolver comportamentos digitais mais equilibrados. A inteligência emocional permite reconhecer o impacto das ações no bem‑estar pessoal e contribui para um uso mais saudável das tecnologias.