No âmbito da atividade “Entre Likes e Laços: A Psicologia no Uso da Tecnologia”, desenvolvida em articulação com a professora Isabel Carneiro, na disciplina de Psicologia do 12.º ano, os alunos exploraram o papel da comparação social nas emoções e na autoestima, especialmente no contexto das redes sociais.
O cartaz explica que a comparação social é um processo psicológico através do qual os indivíduos avaliam as suas competências, atitudes e características pessoais comparando‑se com outras pessoas, sobretudo aquelas que lhes são semelhantes, como familiares, amigos, colegas ou pessoas que lhes lembram a si próprios.
Os trabalhos destacam ainda por que motivos nos comparamos, referindo razões como a procura por pessoas “melhores”, a necessidade de autorrepresentação, a manutenção do bem‑estar psicológico e a compreensão do próprio desempenho. A comparação serve também como um mecanismo de defesa emocional, podendo envolver sentimentos de insegurança, frustração ou rigidez com base em padrões externos.
O cartaz distingue dois tipos de comparação social:
- Comparação social ascendente, que ocorre quando o indivíduo se compara com pessoas consideradas melhores ou com desempenhos superiores;
- Comparação social descendente, que acontece quando a comparação é feita com pessoas vistas como piores, funcionando muitas vezes como forma de promoção do bem‑estar pessoal.
Os alunos analisam igualmente as chamadas “vidas perfeitas” nas redes sociais e o seu impacto emocional. As representações idealizadas do quotidiano — com rotinas produtivas, viagens, conquistas e imagens cuidadosamente selecionadas — podem levar a sentimentos de frustração, tristeza e insegurança quando confrontadas com a própria realidade. A exposição constante a estes conteúdos influencia a forma como cada pessoa avalia a sua autoestima, especialmente se a comparação for feita com imagens que não representam a vida real.
O cartaz termina com uma mensagem clara: “Não se comparem com o que veem na Internet — tudo o que é perfeito não parece real.” A reflexão incentiva uma postura mais crítica e consciente perante os conteúdos digitais, reforçando a importância de reconhecer que a comparação social nem sempre reflete situações verdadeiras ou equilibradas.
