No quarto dia da Semana da Internet Mais Segura, a Biblioteca Escolar convida a comunidade educativa a refletir sobre um dos riscos mais subtis — e mais eficazes — do mundo digital: a engenharia social.
Ao contrário do que muitas vezes se pensa, nem todos os ataques digitais exploram falhas técnicas. A engenharia social não ataca os computadores, ataca as pessoas, recorrendo à manipulação psicológica para levar os utilizadores a revelar informações confidenciais ou a realizar ações que colocam em risco a sua segurança online.
Porque é que a engenharia social é perigosa?
O infográfico “Engenharia Social: a ciência de hackear pessoas” destaca que este tipo de ataque:
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Explora a confiança humana, e não a tecnologia;
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Aproveita situações de urgência, medo ou curiosidade;
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Pode enganar qualquer pessoa, mesmo utilizadores experientes;
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Muitas vezes assume a forma do “falso amigo”, alguém que se faz passar por familiar, colega ou técnico para pedir dados ou dinheiro.
Técnicas mais comuns
Entre as armadilhas mais frequentes encontram-se:
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Phishing – e-mails ou mensagens falsas que imitam bancos, escolas ou serviços conhecidos;
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Pretexting – criação de uma história falsa para ganhar a confiança da vítima;
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Baiting – ofertas tentadoras, como jogos ou ficheiros “gratuitos”, que escondem malware;
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Spear phishing – ataques personalizados, com informação específica sobre a vítima;
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Tailgating – acesso a espaços ou sistemas seguindo pessoas autorizadas.
🔍 A melhor defesa: atenção e pensamento crítico
Perante mensagens inesperadas, pedidos urgentes ou ofertas “boas demais para serem verdade”, é essencial parar, desconfiar e confirmar. Nunca partilhar palavras-passe, códigos ou dados pessoais e pedir sempre ajuda a um adulto ou responsável em caso de dúvida.
A literacia digital passa também por aprender a reconhecer estes esquemas e a proteger-nos enquanto utilizadores.
Porque, no mundo digital, o elo mais vulnerável pode ser o humano — mas também pode ser o mais informado.
